domingo, 4 de dezembro de 2011

O racismo nosso de cada dia

   É triste você,desde criança,constatar no seu dia a dia que a maioria das pessoas com as quais você convive, no fundo,no fundo são racistas. Pior ainda é constatar que a sua própria família é racista. E isso nas pequenas coisas. 
Ok,nunca tive trauma algum disso.Muito pelo contrário: eu sempre gostei de remar contra a maré e ser o diferente. E é isso que eu sou! Em todos os sentidos, contrario a maioria dos costumes da minha família! Ser "DIFERENTE" sempre foi motivo de orgulho pra mim!.Esse orgulho e elevada autoestima foram transmitidos a mim por eles (FAMÍLIARES)!. Mas nem tudo são flores: infeliz e surpreendentemente, a família da minha mãei é bastante racista, o que pra mim sempre foi contraditório e até hoje é difícil de compreender. Na mente das minhas tias e primas paternas, cabelo liso é que é cabelo "bom" e "bonito"(AI,COMO ODEIO ESSAS EXPRESSÕES!). Por mais louco que seja,nesses meus 25 aninhos de vida, nunca as vi com o cabelo natural: elas sempre fizeram escova e agora,com a modernidade em termos capilares, adotaram a tal da escova progressiva! Já eu,como sempre,remando contra a maré, uso meus cabelos naturalmente,sem qualquer vergonha ou baixa autoestima. Sou muito bem resolvido assim,obrigado!
      As pessoas em geral ( e em particular,algumas pessoas da minha família), associam o ser negro a ser feio. os cabelos(crespos,cacheados), o nariz,(grande e redondo) a boca(lábios carnudos),etc.,são considerados feios; não é à toa que muita gente(famosa e anônima), quer afinar o nariz ou os lábios(se bem que agora é moda ter boca carnuda igual a da Angelina Jolie!)e,é claro,quer ser loiro e/ou ter os cabelos lisos. O interessante disso tudo é que,geralmente,essas pessoas que acham que ser negro E SE ASSUMIR NEGRO é algo feio,são pessoas que nem se conhecem a fundo.São invejosas,recalcadas e de baixa autoestima. Morrem de vergonha ao assumirem que têm algum ancestral negro. Tenho pena dessa galera!
    E o que dizer das filas de adoção??!!! Um absurdo! A maioria dos casais candidatos a pais querem crianças loiras, brancas,de olhos verdes/azuis...E sabemos que a maioria das crianças nos orfanatos são negras.  Será que amor paternal tem cor???
   Isso é algo bastante polêmico! Eu diria que,depois da aparência física, é aí que o racismo mais se esconde!
   Cara, um casal inter-étnico é a coisa mais normal no Brasil.Nem dá pra entender porque as pessoas causam tanta polêmica por conta disso!
   Eu vejo os casais na rua,a mulher negra e o homem branco,ou vice-versa, e todo mundo olhando,como se fosse um absurdo isso! Mas a pior situação é na família,quando você apresenta seu(sua) namorado(a) , sendo ele(a) de outra etnia.Dependendo dos seus pais,irmãos,avós,tios,vai ser tranquilo,mas nem sempre é assim que funciona. Enquanto vocês estão somente namorando, é tudo lindo,maravilhoso.Mas aí,vocês decidem se casar:AÍ COMEÇAM OS COMENTÁRIOS DO TIPO:
·                     "E os filhos de vocês??? Como serão???-  
·                      "E como vai ser para pentear os cabelos deles? Os cabelos deles vão ser ruins...Ai,meu Deus,tomara que os meus netinhos nasçam com o cabelo "bom"!  
·                     "Será que vão nascer com nariz de batata???"
        Não agüento mais tanta futilidade! Ao invés de ficarem felizes pelo casamento do(a) filho(a), há famílias que conjecturam sobre questões tão banais!!!! Por que não desejam apenas que sejam felizes e que tenham filhos saudáveis???
       SINAL MAIS DO QUE GRITANTE QUE,POR MAIS QUE NÃO QUEIRAMOS ENXERGAR,O RACISMO ESTÁ AÍ E ESTÁ BEM PRESENTE NO NOSSO DIA A DIA! 
       
     Pensem nisso!

sábado, 8 de outubro de 2011

QUANDO ERA PEQUENA


Quando eu era pequena
eu era muito feliz
Minha mãe me amava
e meu pai não me quis
Sempre foi assim
desde o dia que nasci.

Fui crescendo e aprendendo
viver com essa dor
Porque meu pai não me queria
pelo menos tinha um amor
Da minha mãe coitadinha
tinha um coração sofredor.

Minha mãe saiu de manhã
foi me deixar na escola
Eu estava estudando
estava jogando bola
Desde o dia que nasci
o meu pai foi embora.

( autoras: Rafaela cavalcante e, Érika Salete Dantas B.)

MODERAÇÃO


Eu sinto por que o ouvido e a minha vida
é muito.
Por causa das coisas que não sinto nem ouço.
Atravesso situação e diversidade,
no sistema se localiza ou se modera.
Se derem ou me merem,
- não gosto não gosto não gosto de você ou gosto.
Sei que a moderação é tudo.
Tem tempo eterno a minha vida.
Eum dia é que moderar mundo
mais tarde.

(Isaac Dantas Fernades)

eu sou


Eu sou por que o real existe,
e a minha aventura é divertida.
Não quero nem penso,
sou aquilo.
Sei das coisas entendo,
não sinto tudo nem quero.
Atravesso tudo e muito
no mundo.
Se sou ou se quero
se sinto ou me acho,
- não acho não quero não sei
ou sei, sei que tenho.
E a sabedoria é tudo,
tem tudo eterna a sabedoria.
e um dia quero ter um mundo: mais interessante.

(Felipe Tomaz)

AMO


Eu amo porque o amor existe,
e a minha felicidade é tudo.
Não sou muito nem sou pouco,
sou feliz.
Uma das coisas gostosas,
não sinto mais nem mais.
Atravesso rios e mares no sonho,
se amo ou me acordo,
se faço ou me olho.
Não acho não acho não acho isso certo ou errado.
Sei que sorrio e a felicidade é tudo
Tem amor eterno a vida amada.
E um dia a que venha mundo mais tudo.

(Bruna Cristina)

VIDA PASSAGEIRA



Eu vivo porque o mundo e a minha vida é tudo.
Não sou inteligente, nem sou burra, sou razoável.
Uma das coisa que não sinto:
raiva, nem alegria.
Atravesso a vida e vivo no universo.
Se vejo ou se não,
se falo ou me calo,
- não sei não sei não sei,
se gosto daqui ou não.
Sei que vivo e a esperança é tudo,
que tem de eterno a vida passageira.
E um dia sei que vivo no mundo: mais nada.

(Ilca Dantas)

MOTIVO


Eu vou por que o mundo
e a minha vida é bela
Não sou triste nem sou alegre
sou feliz.
Muito das coisas eu não sinto,
e nem faço.
Atravesso rios e prais
não oceanos.
Se atravesso ou se não,
se não ou me deixo,
- não vou não vou não vou, não sei ou sei.
Sei que canto
e a música é tudo.
Tem som eterno a música ritimada.
E um dia sei que estarei mudo: mais nada.

(Caio Icaro Costa de Souza)